UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
INSTITUTO DE CIENCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE ARTES PLASTICAS
Betilsa Soares da Rocha
FORMAÇÃO DE PROFESSORES MURA: DINAMIZAÇÃO CULTURAL SINESTESICA E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MURA NA ALDEIA ACAMPAMENTO
MANAUS
2011
Tema do Projeto
FORMAÇÃO DE PROFESSORES MURA: DINAMIZAÇÃO CULTURAL SINESTESICA E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MURA NA ALDEIA ACAMPAMENTO
Resumo
Apresentação
Justificativa
De que modo a arte-educação infantil indígena mura interage com a expressão cultural sinestésica.
De que modo a arte-educação infantil indígena mura interage com a expressão cultural sinestésica.
Objetivos gerais
Objetivos específicos
Metodologia
Especificando critérios de Inclusão e Exclusão do sujeito da pesquisa assim como, os planos de recrutamento
Bibliografia: as referencias bibliográficas que compõe a fundamentação teórica deste material estão devidamente identificadas nas ultimas paginas deste arquivo.
Cronograma de atividades
Resumo
Trata-se de conhecer as Praticas dos Professores Mura dentro da escola Mura: na Arte-Educação e Expressão Cultural Sinestésica, praticada na Educação Infantil indígena dentro de abordagens metodológicas da pesquisa-ação. A partir do problema das limitações da educação, buscaremos conhecer a maneira pela qual o professor indígena pode por meio da Expressão Cultural, buscar dentro do ensino as diferentes práticas humanas presentes na vida pessoal e no cotidiano das aldeias e onde a relação de contato se configura sobre o enfoque da dinamização cultural, numa relação entre o Nós e os Outros, construindo interculturalidade, e o respeito mútuo, tendo acesso aos discursos e apropriando-se dos saberes nas relações interculturais. A observação das praticas da Expressão Cultural Infantil Indígena Mura, para uma compreensão dos processos cognitivos a ela atrelados, a incorporação dos enunciados verbais, assim como os relacionados nas práticas Sinestésicas será condição fundamental a possibilidade da identificação Cultural, assim como o entendimento das manifestações culturais locais e regionais, as possibilidades de estudos e experimentos sobre aspectos artísticos, teóricos e práticos visto que, a area de Expressão Sinetesica e suas aplicações na Educação estão em construção. A possibilidade funcional dos materiais empregados, tanto nas salas de aula, das escolas, como fora delas, na produção das coisas e dos objetos próprio se, na situação Cultural desde que, será também o objeto deste trabalho, procurando que sujeitos envolvidos na pesquisa assumam tal tarefa.
Palavras-Chaves
arte-Educação, Expressão Sinestesia Cultura, Produção de Material
Apresentação
O presente trabalho tem como principio conhecer as Praticas dos Professores Muras e dentro da escola Mura: Como a Dinamização Cultural Sinestésica e as Práticas de Arte- Educação Infantil acontecem; especificamente, dentro da Aldeia Acampamento, na comunidade Mura de Autazes, como interagem na praticada Sinestesia os Professores- aluno do Projeto de Formação dos Professores Mura da UFAM, que tem o compromisso com a construção da cidadania Indígena, que trabalha com uma metodologia educacional, voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidade, na vida social coletiva e na diversidade cultural, presente na região.
Onde a interdisciplinaridade contextualizada pretende relacionar o ensino às diferentes praticas humanas presentes na vida pessoal, no cotidiano das aldeias e onde a relação de contato se configura sobre o enfoque da dinamização cultural, numa relação entre o Nós e os Outros, construindo interculturalidade, e o respeito mútuo.
Um dos tópicos da pesquisa, a Sinestesia, é dinamicamente oposta à arte-educação, pois ela rompe totalmente com o ensino das artes acadêmicas; sua metodologia tem dinamismo próprio, mais os resultados em si, são transversais dentro dela, cada um tem sua experiência e não existe um tratado a ser seguido para se expressar sinestesicamente; a relação entre o “sensitivo e o perceptivo”, é uma experiência que também é chamada de conhecimento empírico imagético, e conforma parte essencial do sentir, pensar e ser do Homem.
Justificativa
Essa pesquisa visa fornecer uma compreensão da “Formação de Professores Muras: desde a Dinamização Cultural Sinestésica e suas Praticas na Educação Infantil na Aldeia Acampamento”; pretendendo, junto com a comunidade refletir sobre o olhar e as expectativas que temos socialmente da compreensão da evolução Cultural Indígena, da Expressão Cultural.
Este projeto pretende analisar as contribuições da Expressão Cultural para a formação da identidade étnica cultural, pois ela é um dos aspectos mais importantes para o desenvolvimento integral do individuo e constitui-se num elemento mediador de conhecimento e autoconhecimento expressivo, de si, do respeito ao próximo e ao alheio.
A partir do fazer Sinestésico o individuo organiza informações na sua memória ativa e na memória oculta processa experiências vividas e pensadas, revela seu ser e pode desenvolver um estilo de representação singular do mundo, que contribui no desenvolvimento cultural do próprio grupo e das interelações culturais, abrindo o espaço próprio Cultural, no mapa global do particular.
Este trabalho procura conhecer e verificar as relações entre a Formação de Professores Indígenas Mura e a Expressão Cultural Sinestésica, assim como as ações das crianças Indígenas Mura com a possibilidade funcional dos materiais empregados, tanto nas salas de aula, das escolas, como fora delas, na produção das coisas e dos objetos próprio a sua situação Cultural. Marcelino, 1995. Explica que no campo das manifestações lúdicas, os principais termos utilizados, recreação e lazer se relacionam com as concepções Filosóficas e culturais onde está inseridas, o mesmo poderíamos dizer da produção dos objetos.
É importante analisar as praticas da Expressão Cultural Infantil Indígena Mura, para uma compreensão dos processos cognitivos a ela atrelados, a incorporação dos enunciados verbais assim como os relacionados às práticas Sinestésicas será condição fundamental na possibilidade da identificação Cultural e de sua evolução. As tendências atuais da compreensão da Cultura, e do artístico como catalisadores do desenvolvimento humano começam a direcionar as políticas de fomento; o desenvolvimento do local- Global.
Essas considerações destacam o papel da “Arte-Educação” no desenvolvimento Cultural étnico, entre outras coisas por configurar-se como linguagem, constituindo-se em meio de desenvolvimento da capacidade semiótica, do grupo humano e de sua capacidade de simbolização
Esses aspectos permitiram construir algumas considerações de ordem geral que emergem deste estudo, pois a mais de compartilhar propriedades básicas comuns as diferentes linguagens, a sinestesia, pela sua própria constituição, tem características que a distinguem das diversas formas de Expressão isto, Ainda que todo processo Expressivo tenha aspectos sinestésicos, mesmo nas teorizações e nos discursos das ciências naturais.
Objetivos gerais:
- Compreender qual o papel: da Expressão Cultural Sinestésica no nível de relação e construção de identidade, práticas na Educação infantil Mura e quais aspectos Metodológicos aplicados na Expressão Cultural Sinestésica Indígena Mura, na Formação dos Professores Muras.
Objetivos específicos:
- Conhecer as práticas da Expressão Cultura infantil Mura para melhor compreensão do processo de construção de Identidade na escola da Aldeia
- Compreender a evolução Cultural Indígena através das Expressões Culturais Físicas (utensílios, armas, artefato etc.), conhecendo o papel delas no desenvolvimento da Cultura Física da etnia Mura na Aldeia em questão.
- Compreender as relações entre as diversas áreas de Formação de Professores Indígenas Mura e a Expressão Cultural Sinestésica, na Aldeia Acampamento.
- Compreender o papel da cultura na dinâmica de transformação e interação na apropriação das diferenças Culturais do Outro Cultural, na sala de aula.
- Compreender o papel da exotização do próprio, no espaço do consumo e do mercado, seus alcances, seus problemas.
- Compreender os processos da negociação Cultural Mura; analisar criticamente as posições etnocêntricas, estereotipadas, e autoritárias em relação às minorias étnicas e sócias, presentes ou não, na Aldeia.
Metodologia
Sendo que a Metodologia é a soma das ações que levam à procura da compreensão do problema colocado como eixo central da pesquisa e que esta, tem que ser adequados aos objetivos a ser construídos; vemos que, necessariamente, essa soma de ações, deve estar sustentada por uma postura filosófica que articula o sujeito, ao objeto, na dupla via construtiva, e mais se tratando de pesquisa social, onde o homem interage com semelhantes, compartilhando espaços, imaginários e cotidianos, e logicamente também seus conflitos e problemas existenciais.
Destarte, pensamos que a nossa metodologia básica, será a chamada pesquisa-ação ou pesquisa participante, onde se terá alguns princípios básicos, tais como, argumentação feita sobre observações e preenchimento de relatórios constando fatos condiscentes ao projeto de pesquisa: desde o tema da aula, a definição dos objetivos e as competências que deverão ser desenvolvidas nos alunos; pesquisar sobre os materiais que serão utilizados pelo professores como: pedras, areias, restos mortais de animais, cipós, fibras, argilas, corantes naturais, folhas, cascas de arvore, sons, sabores e ademais livros, filmes, tintas, bibliografia, visitação, entrevistas, produção de material escrito, fotos e possivelmente um vídeo mais, principalmente a instrumentação crítica dos atores sociais da pesquisa, dentro da dialogicidade entre iguais, na tentativa de compreender quais estratégias são elaboradas pelo professor de forma a manter a atenção e a motivação possível, para aproximar os alunos de forma prática e interativa ao que está sendo estudado.
Especificando critérios de Inclusão e Exclusão do sujeito da pesquisa assim como, os planos de recrutamento:
Para estar incluído ao projeto de pesquisa, precisa se pertencer à etnia ou comunidade Mura e for Professor-Aluno do Projeto de Formação dos Professores Mura da UFAM. Participaram entre 20 pessoas (professores e comunidade), os instrumentos da pesquisa que serão aplicados de acordo com o que foi inscrito dentro da metodologia respeitando sempre os valores culturais do grupo em questão, e tendo como principio o dialogo entre iguais
Analise critica dos riscos e beneficio:
Tendo em vista que, nossa pesquisa não terá nenhuma intervenção física, não haverá risco para o sujeito que participar da pesquisa, pois nosso trabalho será através da observação de Professores Muras, e pai de família que se integram à comunidade Mura em questão; nosso trabalho de pesquisa tem a finalidade de contribuir para o conhecimento teórico e pratico da comunidade, sendo que nossa pesquisa envolve de uma forma direta ou indireta, a comunidade Mura, teremos como principio os interesses da comunidade na sua construção de conhecimento sobre sua própria realidade.
Referencias Bibliográficas:
FISHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: zahar, 1979.
MARCELINO. N.c. Lazer e Educação, 3º Ed. Campinas: Papirus, 1995.
LAPLATINE, François. Aprender Antropologia. 11º Ed.
São Paulo, Brasiliense, 1999.
SILVA. Aglair Gomes... [ET AL] Aldeia Indígena Mura. 2008.
WINCH, Christopher. Gingell, J; Dicionário De Filosofia Da Educação. 2007
[tradução Renato Marques de Oliveira] São Paulo.
BARCHELARD. Fragmentos de Uma Poética do Fogo. São Paulo
Brasiliense, 1990.
BAUDELAIRE. Chales. Obras Estéticas: Filosofia da Imaginação Criadora. 1993.
WILKENS, Henrique João. Muhuraida ou O Triumfo da Fé na
bem fundada Esperança da Enteira Conversão, e
Reconciliação da Grande, e Feróz Nação do Gentio Muhura,
1785. Manaus: Biblioteca Nacional/UFAM/Governo do Estado do
Amazonas, 1993.GRUPIONI. L.D.B. [ET AL], Povos Indígenas e Tolerância: Construindo Praticas de Respeito e Solidariedade.
YÚDICE, G. A conveniência da cultura: usos da Cultura na era Global [tradução de Marie-Anner Kremer]. - Belo Horizonte: editora UFMG; 2004.
DUARTE, J. Fundamentos estéticos da Educação. Campinas: Papirus, 1988.
SEVERINO, A, J. Metodologia do Trabalho Cientifico. São Paulo Cortez, 2000.
UNIVERSIDADE DO AMAZONAS. Autos da devassa contra
os índios Mura do Rio Madeira e nações do Rio Tocantins,
1738-1739. Manaus: CEDEAM, 1986. 169p. (fac-símile e
transcrições paleográficas).
Cronograma de atividades
Nº | Descrição | A 2010 | S | O | N | D | J 2011 | F | M | A | M | J | J |
Analise teórico bibliográfico | x | x | x | x | x | x | |||||||
Visita na aldeia. Apresentação do Projeto para a Comunidade. Estruturação de Participantes; e instrumento da pesquisa-ação | x | ||||||||||||
Reestruturação do projeto. Aplicação das primeiras entrevistas e coleta de dados | X | X | |||||||||||
Entrevistas aberta. Visitas as salas de aulas e aplicação de questionários | X | ||||||||||||
Apresentação do estado da pesquisa. Avaliação | X | ||||||||||||
Reestruturação do projeto segundo recomendações | X | X | |||||||||||
Inserção das novas informações da pesquisa | X | X | X | ||||||||||
Redação e correção do relatório. Anexos e Elaboração do Resumo e Relatório Final | X | X | |||||||||||
Apresentação do relatório final | X |
Local de realização de varias etapas
Analise teórico bibliográfico será feito na biblioteca da UFAM.
A apresentação do Projeto para a Comunidade será feita na aldeia, para organizar a estruturação de participantes, como instrumento precípuo da Pesquisa-Ação, na reestruturação do Projeto e Aplicação das primeiras entrevistas, sendo essas abertas com visitações nas casas e salas de aulas para a observação em loco das práticas da Expressão Sinestésica.
Apresentação do estado da pesquisa, avaliação, reestruturação do projeto segundo recomendações Inserção das novas informações da pesquisa e redação e correção do relatório, Anexos e apresentação do relatório final que serão feitos na UFAM.
MATERIAISCOLETADOS
Os dados coletados serão destinados a secretaria da Faculdade de Educação (FACED) UFAM, que enviará copias a:as Bibliotecas da UFAM, ao Apoio a Pesquisa, a comunidade Mura, a escola Indígena Mura, ao Orientador e uma cópia para o meu arquivo pessoal.
PLANILHA ORÇAMENTARIA
ITEM | QUANT. | UNID. | MATERIAL |
01 | 01 | Unid. | Câmera Fotográfica Filmadora |
02 | 01 | Unid. | MP7 Gravador de voz |
03 | 15 | Unid. | Resmas de papel A4 |
04 | 10 | Unid. | Cartucho para impressora HP Referencia: 56( preto) |
05 | 10 | Unid. | Cartucho para impressora HP Referencia:57( colorido) |
06 | 03 | Unid. | Toner para impressora HP Laserjet P1102w-9PRETO) |
07 | 04 | Unid. | Marcador de retroprojetor preto |
08 | 50 | Unid. | DVD Para editação de Imagens |
09 | 05 | Unid. | Pastas Fichário a4, para Catalogação de Imagens |
10 | 05 | Unid. | Pastas Fichário a3, para Catalogação de Imagens |
11 | 20 | Unid. | Caneta azul |
12 | 20 | Unid. | Caneta preta |
Grupo | Etnia | Idade | |||||
Nome | Profissão | ||||||
1ª | Como você compreende o papel: da Expressão Cultural Sinestésica no nível de relação e construção de identidade e práticas na Educação infantil Mura? | ||||||
R | |||||||
2ª | Quais os aspectos Metodológicos aplicados na Expressão Cultural Sinestésica Indígena Mura, na Formação dos Professores Muras? | ||||||
R | |||||||
3ª | Qual o papel da cultura na dinâmica de transformação e interação na apropriação das diferenças Culturais? | ||||||
R | |||||||
4ª | Qual a relação que você encontra entre a Sinestesia e a sua Cultura? | ||||||
R | |||||||
5ª | Como tem sido recebida pela comunidade a ação Sinestésica? | ||||||
R | |||||||
6ª | Que tipo de materiais didáticos você usa para aplicar a disciplina, Expressão Cultural aos seus alunos ? | ||||||
R | |||||||
7ª | E como eles reagem a essa modalidade? | ||||||
R | |||||||