quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESTE TRABALHO É PROVINIENTE DA DISCIPLINA EXPRESSÃO CULTURAL SINESTESICA, APLICADA PELO PROFESSOR CARLOS ROJAS NA ALDEIA MURA






UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIENCIAS HUMANAS E LETRAS

DEPARTAMENTO DE ARTES PLASTICAS

Betilsa Soares da Rocha


FORMAÇÃO DE PROFESSORES MURA: DINAMIZAÇÃO CULTURAL SINESTESICA E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MURA NA ALDEIA ACAMPAMENTO






MANAUS


 2011


SUMARIO
Tema do Projeto
FORMAÇÃO DE PROFESSORES MURA: DINAMIZAÇÃO CULTURAL SINESTESICA E PRÁTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL MURA NA ALDEIA ACAMPAMENTO

Resumo
Apresentação
Justificativa 
De que modo a arte-educação infantil indígena mura interage com a expressão cultural sinestésica.
Objetivos gerais
Objetivos específicos
Metodologia
Especificando critérios de Inclusão e Exclusão do sujeito da pesquisa assim como, os planos de recrutamento
Bibliografia: as referencias bibliográficas que compõe a fundamentação teórica deste material estão devidamente identificadas nas ultimas paginas deste arquivo.
Cronograma de atividades
Resumo
Trata-se de conhecer as Praticas dos Professores Mura dentro da escola Mura: na Arte-Educação e Expressão Cultural Sinestésica, praticada na Educação Infantil indígena dentro de abordagens metodológicas da pesquisa-ação. A partir do problema das limitações da educação, buscaremos conhecer a maneira pela qual o professor indígena pode por meio da Expressão Cultural, buscar dentro do ensino as diferentes práticas humanas presentes na vida pessoal e no cotidiano das aldeias e onde a relação de contato se configura sobre o enfoque da dinamização cultural, numa relação entre o Nós e os Outros, construindo interculturalidade, e o respeito mútuo, tendo acesso aos discursos e apropriando-se dos saberes nas relações interculturais. A observação das praticas da Expressão Cultural Infantil Indígena Mura, para uma compreensão dos processos cognitivos a ela atrelados, a incorporação dos enunciados verbais, assim como os relacionados nas práticas Sinestésicas será condição fundamental a possibilidade da identificação Cultural, assim como o entendimento das manifestações culturais locais e regionais, as possibilidades de estudos e experimentos sobre aspectos artísticos, teóricos e práticos visto que, a area de Expressão Sinetesica e suas aplicações na Educação estão em construção. A possibilidade funcional dos materiais empregados, tanto nas salas de aula, das escolas, como fora delas, na produção das coisas e dos objetos próprio se, na situação Cultural desde que, será também o objeto deste trabalho, procurando que sujeitos envolvidos na pesquisa assumam tal tarefa.
Palavras-Chaves
arte-Educação, Expressão Sinestesia Cultura, Produção de Material
 
Apresentação
O presente trabalho tem como principio conhecer as Praticas dos Professores Muras e dentro da escola Mura: Como a Dinamização Cultural Sinestésica e as Práticas de Arte- Educação Infantil acontecem; especificamente, dentro da Aldeia Acampamento, na comunidade Mura de Autazes, como interagem na praticada Sinestesia os Professores- aluno do Projeto de Formação dos Professores Mura da UFAM, que tem o compromisso com a construção da cidadania Indígena, que trabalha com uma metodologia educacional, voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidade, na vida social coletiva e na diversidade cultural, presente na região.
Onde a interdisciplinaridade contextualizada pretende relacionar o ensino às diferentes praticas humanas presentes na vida pessoal, no cotidiano das aldeias e onde a relação de contato se configura sobre o enfoque da dinamização cultural, numa relação entre o Nós e os Outros, construindo interculturalidade, e o respeito mútuo.
Um dos tópicos da pesquisa, a Sinestesia, é dinamicamente oposta à arte-educação, pois ela rompe totalmente com o ensino das artes acadêmicas; sua metodologia tem dinamismo próprio, mais os resultados em si, são transversais dentro dela, cada um tem sua experiência e não existe um tratado a ser seguido para se expressar sinestesicamente; a relação entre o “sensitivo e o perceptivo”, é uma experiência que também é chamada de conhecimento empírico imagético, e conforma parte essencial do sentir, pensar e ser do Homem.
Justificativa
Essa pesquisa visa fornecer uma compreensão da “Formação de Professores Muras: desde a Dinamização Cultural Sinestésica e suas Praticas na Educação Infantil na Aldeia Acampamento”; pretendendo, junto com a comunidade refletir sobre o olhar e as expectativas que temos socialmente da compreensão da evolução Cultural Indígena, da Expressão Cultural.
Este projeto pretende analisar as contribuições da Expressão Cultural para a formação da identidade étnica cultural, pois ela é um dos aspectos mais importantes para o desenvolvimento integral do individuo e constitui-se num elemento mediador de conhecimento e autoconhecimento expressivo, de si, do respeito ao próximo e ao alheio.
A partir do fazer Sinestésico o individuo organiza informações na sua memória ativa e na memória oculta processa experiências vividas e pensadas, revela seu ser e pode desenvolver um estilo de representação singular do mundo, que contribui no desenvolvimento cultural do próprio grupo e das interelações culturais, abrindo o espaço próprio Cultural, no mapa global do particular.
Este trabalho procura conhecer e verificar as relações entre a Formação de Professores Indígenas Mura e a Expressão Cultural Sinestésica, assim como as ações das crianças Indígenas Mura com a possibilidade funcional dos materiais empregados, tanto nas salas de aula, das escolas, como fora delas, na produção das coisas e dos objetos próprio a sua situação Cultural. Marcelino, 1995. Explica que no campo das manifestações lúdicas, os principais termos utilizados, recreação e lazer se relacionam com as concepções Filosóficas e culturais onde está inseridas, o mesmo poderíamos dizer da produção dos objetos.
É importante analisar as praticas da Expressão Cultural Infantil Indígena Mura, para uma compreensão dos processos cognitivos a ela atrelados, a incorporação dos enunciados verbais assim como os relacionados às práticas Sinestésicas será condição fundamental na possibilidade da identificação Cultural e de sua evolução. As tendências atuais da compreensão da Cultura, e do artístico como catalisadores do desenvolvimento humano começam a direcionar as políticas de fomento; o desenvolvimento do local- Global.
Essas considerações destacam o papel da “Arte-Educação” no desenvolvimento Cultural étnico, entre outras coisas por configurar-se como linguagem, constituindo-se em meio de desenvolvimento da capacidade semiótica, do grupo humano e de sua capacidade de simbolização
Esses aspectos permitiram construir algumas considerações de ordem geral que emergem deste estudo, pois a mais de compartilhar propriedades básicas comuns as diferentes linguagens, a sinestesia, pela sua própria constituição, tem características que a distinguem das diversas formas de Expressão isto, Ainda que todo processo Expressivo tenha aspectos sinestésicos, mesmo nas teorizações e nos discursos das ciências naturais.
Objetivos gerais:
  • Compreender qual o papel: da Expressão Cultural Sinestésica no nível de relação e construção de identidade, práticas na Educação infantil Mura e quais aspectos Metodológicos aplicados na Expressão Cultural Sinestésica Indígena Mura, na Formação dos Professores Muras.
Objetivos específicos:
  • Conhecer as práticas da Expressão Cultura infantil Mura para melhor compreensão do processo de construção de Identidade na escola da Aldeia
  • Compreender a evolução Cultural Indígena através das Expressões Culturais Físicas (utensílios, armas, artefato etc.), conhecendo o papel delas no desenvolvimento da Cultura Física da etnia Mura na Aldeia em questão.
  • Compreender as relações entre as diversas áreas de Formação de Professores Indígenas Mura e a Expressão Cultural Sinestésica, na Aldeia Acampamento.
  • Compreender o papel da cultura na dinâmica de transformação e interação na apropriação das diferenças Culturais do Outro Cultural, na sala de aula.
  • Compreender o papel da exotização do próprio, no espaço do consumo e do mercado, seus alcances, seus problemas.
  • Compreender os processos da negociação Cultural Mura; analisar criticamente as posições etnocêntricas, estereotipadas, e autoritárias em relação às minorias étnicas e sócias, presentes ou não, na Aldeia.
Metodologia
Sendo que a Metodologia é a soma das ações que levam à procura da compreensão do problema colocado como eixo central da pesquisa e que esta, tem que ser adequados aos objetivos a ser construídos; vemos que, necessariamente, essa soma de ações, deve estar sustentada por uma postura filosófica que articula o sujeito, ao objeto, na dupla via construtiva, e mais se tratando de pesquisa social, onde o homem interage com semelhantes, compartilhando espaços, imaginários e cotidianos, e logicamente também seus conflitos e problemas existenciais.
 Destarte, pensamos que a nossa metodologia básica, será a chamada pesquisa-ação ou pesquisa participante, onde se terá alguns princípios básicos, tais como, argumentação feita sobre observações e preenchimento de relatórios constando fatos condiscentes ao projeto de pesquisa: desde o tema da aula, a definição dos objetivos e as competências que deverão ser desenvolvidas nos alunos; pesquisar sobre os materiais que serão utilizados pelo professores como: pedras, areias, restos mortais de animais, cipós, fibras, argilas, corantes naturais, folhas, cascas de arvore, sons, sabores e ademais livros, filmes, tintas, bibliografia, visitação, entrevistas, produção de material escrito, fotos e possivelmente um vídeo mais, principalmente a instrumentação crítica dos atores sociais da pesquisa, dentro da dialogicidade entre iguais, na tentativa de compreender quais estratégias são elaboradas pelo professor de forma a manter a atenção e a motivação possível, para aproximar os alunos de forma prática e interativa ao que está sendo estudado.
Especificando critérios de Inclusão e Exclusão do sujeito da pesquisa assim como, os planos de recrutamento:
Para estar incluído ao projeto de pesquisa, precisa se pertencer à etnia ou comunidade Mura e for Professor-Aluno do Projeto de Formação dos Professores Mura da UFAM.  Participaram entre 20 pessoas (professores e comunidade), os instrumentos da pesquisa que serão aplicados de acordo com o que foi inscrito dentro da metodologia respeitando sempre os valores culturais do grupo em questão, e tendo como principio o dialogo entre iguais
Analise critica dos riscos e beneficio:
Tendo em vista que, nossa pesquisa não terá nenhuma intervenção física, não haverá risco para o sujeito que participar da pesquisa, pois nosso trabalho será através da observação de Professores Muras, e pai de família que se integram à comunidade Mura em questão; nosso trabalho de pesquisa tem a finalidade de contribuir para o conhecimento teórico e pratico da comunidade, sendo que nossa pesquisa envolve de uma forma direta ou indireta, a comunidade Mura, teremos como principio os interesses da comunidade na sua construção de conhecimento sobre sua própria realidade.
Referencias Bibliográficas:
FISHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: zahar, 1979.
MARCELINO. N.c. Lazer e Educação, 3º Ed. Campinas: Papirus, 1995.
LAPLATINE, François. Aprender Antropologia. 11º Ed.
São Paulo, Brasiliense, 1999.
SILVA. Aglair Gomes... [ET AL] Aldeia Indígena Mura. 2008.
WINCH, Christopher. Gingell, J; Dicionário De Filosofia Da Educação. 2007
[tradução Renato Marques de Oliveira] São Paulo.
BARCHELARD. Fragmentos de Uma Poética do Fogo. São Paulo
Brasiliense, 1990.
BAUDELAIRE. Chales. Obras Estéticas: Filosofia da Imaginação Criadora. 1993.
WILKENS, Henrique João. Muhuraida ou O Triumfo da Fé na
bem fundada Esperança da Enteira Conversão, e
Reconciliação da Grande, e Feróz Nação do Gentio Muhura,
1785. Manaus: Biblioteca Nacional/UFAM/Governo do Estado do
Amazonas, 1993.

GRUPIONI. L.D.B. [ET AL], Povos Indígenas e Tolerância: Construindo Praticas de Respeito e Solidariedade.
YÚDICE, G. A conveniência da cultura: usos da Cultura na era Global [tradução de Marie-Anner Kremer]. - Belo Horizonte: editora UFMG; 2004.
DUARTE, J. Fundamentos estéticos da Educação. Campinas: Papirus, 1988.
SEVERINO, A, J. Metodologia do Trabalho Cientifico. São Paulo Cortez, 2000.
UNIVERSIDADE DO AMAZONAS. Autos da devassa contra
os índios Mura do Rio Madeira e nações do Rio Tocantins,
1738-1739. Manaus: CEDEAM, 1986. 169p. (fac-símile e
transcrições paleográficas).

Cronograma de atividades

Nº
Descrição
A
2010
S
O
N
D
J
2011
F
M
A
M
J
J

Analise teórico bibliográfico
x
x
x
x
x
x







Visita na aldeia. Apresentação do Projeto para a Comunidade. Estruturação de Participantes; e instrumento da pesquisa-ação

x











Reestruturação do projeto. Aplicação das primeiras entrevistas e coleta de dados


X
X









Entrevistas aberta. Visitas as salas de aulas e aplicação de questionários



X









Apresentação do estado da pesquisa. Avaliação




X








Reestruturação do projeto segundo recomendações





X
X






Inserção das novas informações da pesquisa







X
X
X



Redação e correção do relatório. Anexos e Elaboração do Resumo e Relatório Final









X
X


Apresentação do relatório final











X


Local de realização de varias etapas

Analise teórico bibliográfico será feito na biblioteca da UFAM.

A apresentação do Projeto para a Comunidade será feita na aldeia, para organizar a estruturação de participantes, como instrumento precípuo da Pesquisa-Ação, na reestruturação do Projeto e Aplicação das primeiras entrevistas, sendo essas abertas com visitações nas casas e salas de aulas para a observação em loco das práticas da Expressão Sinestésica.

Apresentação do estado da pesquisa, avaliação, reestruturação do projeto segundo recomendações Inserção das novas informações da pesquisa e redação e correção do relatório, Anexos e apresentação do relatório final que serão feitos na UFAM.

MATERIAISCOLETADOS

Os dados coletados serão destinados a secretaria da Faculdade de Educação (FACED) UFAM, que enviará copias a:as Bibliotecas da UFAM, ao Apoio a Pesquisa, a comunidade Mura, a escola Indígena Mura, ao Orientador e uma cópia para o meu arquivo pessoal.
PLANILHA ORÇAMENTARIA

ITEM
QUANT.
UNID.
MATERIAL
01
01
Unid.
Câmera Fotográfica Filmadora
02
01
Unid.
MP7 Gravador de voz
03
15
Unid.
Resmas de papel A4
04
10
Unid.
Cartucho para impressora HP Referencia: 56( preto)
05
10
Unid.
Cartucho para impressora HP Referencia:57( colorido)
06
03
Unid.
Toner para impressora HP Laserjet P1102w-9PRETO)
07
04
Unid.
Marcador de retroprojetor preto
08
50
Unid.
DVD Para editação de Imagens
09
05
Unid.
Pastas Fichário a4, para Catalogação de Imagens
10
05
Unid.
Pastas Fichário a3, para Catalogação de Imagens
11
20
Unid.
Caneta azul
12
20
Unid.
Caneta preta


Grupo

Etnia

Idade

Nome

Profissão

1ª
Como você compreende o papel: da Expressão Cultural Sinestésica no nível de relação e construção de identidade e práticas na Educação infantil Mura?
R


2ª
Quais os aspectos Metodológicos aplicados na Expressão
Cultural Sinestésica Indígena Mura, na Formação dos Professores Muras?

R

3ª
Qual o papel da cultura na dinâmica de transformação e interação na apropriação das diferenças Culturais?
R

4ª
Qual a relação que você encontra entre a Sinestesia e a sua Cultura?
R

5ª
Como tem sido recebida pela comunidade a ação Sinestésica?
R

6ª
Que tipo de materiais didáticos você usa para aplicar a disciplina, Expressão Cultural aos seus alunos ?
R

7ª
E como eles reagem a essa modalidade?
R